terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Crise na Venezuela

A Venezuela vive uma complexa crise política e económica que se arrasta há anos.



O herdeiro político do ex-presidente Hugo Chavez, Nicolás Maduro, chegou ao poder devido à morte do líder político que colocou o país petroleiro no mapa geopolítico mundial.
Maduro foi eleito pela primeira vez a abril de 2013 e reeleito em 2018. A oposição nunca deu tréguas a Maduro e nunca lhe reconheceram a vitória. A sua reeileição em 2018 foi bastante controversa causando uma onda de manifestações. É neste panorama que aparece Juan Guaidó, um político que lidera a oposição e a dia 11 de janeiro toma posse como presidente da Assembleia Nacional.

Juan Guaidó vendo a situação do país relembra o povo venezuelano que em situações de crise como esta a Constituição do país diz que o presidente da Assembleia deve tomar o lugar de presidente do país, assim autodeclarou-se como Presidente Interino da Venezuela.

O país vive agora, num governo paralelo entre Maduro e Guaidó, uma das piores recessões da história.

A saída de venezuelanos do país e a pobreza extrema fazem com que os mesmos estejam a ser comparados aos refugiados na Europa.
A crise no petróleo abalou o país, pois era a sua única fonte de receita externa.

Venezuela, país que depende unicamente de importações, assiste à falta de alimentos, medicamentos, etc diária em estabelecimentos de venda.
A corrupção aumenta, a hiperinflação instala-se e a pobreza atinge níveis históricos.

Mulheres portuguesas vivem em passo de corrida e sem tempo para elas


Mais de metade dos casais repartem as despesas da casa equitativamente. Mas o trabalho doméstico está longe de ser repartido. E entre a vida profissional e tudo o mais, restam às mulheres portuguesas apenas 54 minutos por dia para elas próprias. Estudo aponta riscos decorrentes da sobrecarga de trabalho.

“O cansaço das mulheres tem um enorme impacto ao nível do bem-estar familiar e do seu bem-estar físico e psíquico, na sua saúde. Mas retiraria desta equação a questão do divórcio, cujo aumento está muito ligado a uma nova representação sobre a conjugalidade que leva as pessoas a sentirem-se livres para escolher outro caminho quando o casamento não funciona como um lugar de realização afectiva plena”, ressalva a investigadora Ana Nunes de Almeida, do Instituto de Ciências Sociais, da Universidade de Lisboa, num comentário às conclusões deste estudo de mercado.

Se nada for feito para obrigar os homens a vestirem mais vezes o avental ou a pegar na vassoura “serão necessárias entre cinco a seis gerações para que se alcance uma distribuição paritária das tarefas domésticas.


Natália Faria, Jornal Público 12.02.2019

mulheres portuguesas em passo de corrida e sem tempo para elas

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

A saída do Reino Unido da União Europeia


  Possivelmente, o Brexit tem sido um dos assuntos mais discutidos e polémicos dos últimos tempos. Os cidadãos do Reino Unido separam-se portanto em duas vertentes, distintas por convicções opostas : os que vão contra este fenómeno, e aqueles que de facto apoiam totalmente a decisão.
 O Reino Unido torna-se membro integrante da União Europeia no ano de 1973, altura em que funcionava ainda como Comunidade Económica Europeia (CEE). O Reino Unido é um dos Estados-Membros da União que não pertence à Zona Euro e ao Espaço Schengen. O Espaço Schengen caracteriza-se pelos países que formam um espaço sem fronteiras, na qual é livre a circulação de pessoas e de bens. 

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  Pouco após ter ingressado na CEE, o Reino-Unido participou de um referendo no ano de 1975, que questionava aos cidadãos a preferência em permanecer ou sair da Comunidade. O resultado foi favorável à permanência do país.
 Muito recentemente, em 2016, foi realizado um novo referendo na qual o resultado favorecia, contrariamente ao referendo anterior, à saída do Reino-Unido da União. 
  Assim, inicia-se o processo do Brexit. No mês de Novembro de 2018, após dois anos de negociações, a União Europeia autoriza a proposta apresentada pelo Reino Unido. No entanto, no início do ano de 2019 o parlamento rejeita o plano da Primeira-Ministra Theresa May em relação ao Brexit. Desta maneira, persiste um ciclo de incertezas para o futuro do país.

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  Aquando David Cameron exercia o seu cargo de Primeiro-Ministro, o partido à qual estava aliado, negociou com este para que fosse feito um referendo em relação à integração do país na União Europeia. Sendo que o resultado do referendo favorecia ao Brexit, David Cameron renuncia o seu cargo, por não estar de acordo. O seu lugar foi substituído por Theresa May que promete não voltar atrás com este processo. 
 A formação de um Ministério com cerca de 300 empregados que apoiam claramente o Brexit e que se dedicam exclusivamente ao trato de assuntos relacionados com o mesmo, é mais uma consequência política deste fenómeno.
 É importante notar que, no dia seguinte ao referendo de 2016, ocorreu uma enorme desvalorização da libra, o que alarma também para uma possível previsão do que poderá ser da economia do Reino-Unido após a sua saída. A instabilidade da situação do país, leva a que os mercados não sintam a confiança necessária para negociar com o Reino-Unido, daí a desvalorização desta moeda.
  O Brexit pode igualmente gerar consequências para a União Europeia, tendo em conta que será menos um membro a contribuir monetariamente para a União, que os acordos comerciais entre o país e a Organização terão de ser renovados e, também é preciso refletir sobre como esta decisão poderá influenciar outros membros a seguir o mesmo caminho.

  Propostas foram negociadas entre o país e a União Europeia. Esta sugeriu até a criação de um novo modelo alfandegário, baseado numa zona de livre comércio entre os membros, de forma pacífica e sem atritos. Os apoiantes mais radicais do Brexit, que têm como princípio quase fundamental a soberania do Reino-Unido, afirmam que tal continuaria a não fornecer soberania ao país.
  Em relação à Irlanda do Norte, a União Europeia sugere a integração da mesma na UE, o que de facto desagrada ao país por ser uma espécie de desunificação com o resto do Reino-Unido.
  O país, por sua vez, sugere a manutenção de uma ligação aduaneira com a União Europeia, isto é: continuar a negociar e a comercializar livremente com os países-membros, mesmo não sendo um desses membros.  Perante isto, propunham que assim sendo, não fosse permitida a livre-circulação de pessoas, a não ser segundo certas leis que visassem oportunidades de trabalho ou de estudos para essas mesmas pessoas. Propunham também um maior controle de impostos alfandegários e ainda a aprovação do Parlamento Britânico face às propostas da União Europeia.

  Opositores ao Brexit defendem a importância do país em comercializar livremente com todos os estados-membros da União, vantagem que de facto se sobrepõe aos gastos monetários. Apoiantes do Brexit, por sua vez, defendem que a saída conferia maiores oportunidades no mercado cujo controle passaria a ser autónomo. Acreditam que o valor monetário pago à União, não compensa. Além disso, os imigrantes Europeus diminuiriam, o que daria oportunidade à imigração de Americanos, que no seu ponto de vista, beneficiariam mais para a economia do país do que os Europeus. 
  Opositores do Brexit discordam com a afirmação anterior: a imigração simplesmente não iria desaparecer com os limites de fronteiras impostos.

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No cartaz escrito " Brexit, será que compensa? "


  Esta questão continua a ser debatida, porém pressupõe-se que no ano de 2019 este processo irá ser finalmente encerrado.




                                                                                                Beatriz Alexandra

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Instagram vai desfocar imagens de automutilação


A mudança faz parte dos esforços da plataforma para combater a disseminação destas imagens depois do suicídio da adolescente britânica Molly Russell há dois anos.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Veganismo

Só não vê quem não quer ver!


“O veganismo é uma filosofia de vida que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e crueldade com os animais, para alimentação, vestuário ou qualquer outra finalidade; e por extensão, promove o desenvolvimento e o uso de alternativas livres de abuso animal para o benefício humano, animal e ambiental. Em termos alimentares, denota a prática de dispensar todos os produtos derivados total ou parcialmente de animais.”  
Esta é a definição que a sociedade vegana nos apresenta, por outras palavras, vegan é uma pessoa que procura viver sem explorar os animais, não consumindo produtos de origem animal, nem participando em atividades que envolvam a exploração destes seres.


Infelizmente em pleno 2019 ainda se ouve muitos comentários como: “Oh ser vegan, que manias, está na moda”, “És vegan? E então comes o quê? Relva”, “Devias ter uma alimentação variada”, “Então não bebes leite, onde é que vais buscar o cálcio?”, “Comer outros animais faz parte da sobrevivência animal” Neste artigo vou procurar esclarecer algumas destas afirmações sem qualquer fundamento e talvez num próximo clarificarei outras.


Toda a ideologia vegana começou há mais de 2000 anos atrás, figuras como o filósofo Pitágoras e Buda, já apresentavam no tempo deles discursos de quem apoiava dietas excluindo produtos animais. Portanto não, ser vegan não é de agora, muito menos está na moda, ser vegan é ser justo para com o reino animal.


Tens noção de que a partir do momento em que começaste a ler este artigo até agora milhares de animais já foram massacrados, milhares de bezerros foram retirados às suas mães para que não bebam o seu leite pois está destinado aos humanos, milhares de galinhas, patos, porcos, vacas estão neste momento fechados em pavilhões sem condições, milhares de animais estão a ser transportados para a morte, milhares de pintainhos e bezerros estão a nascer e a ser encaminhados para a morte só porque são machos e não se encaixam na equação de produzirem ovos e leite respetivamente, neste momento há sofrimento nos olhos de milhares de animais e tu estás satisfeito com o bife com ovo e batatas fritas que comeste ao jantar. Queres mesmo voltar a dizer que ser vegan é uma modernice ou queres repensar na crueldade que praticas diariamente?



Não venham com afirmações de que um vegan come relva, ou que a sua alimentação não é variada, não é preciso comer carne, nem ovos, nem queijo, muito menos de beber leite animal, para se ser saudável, muito pelo contrário, uma dieta vegetal apresenta múltiplas vantagens para a saúde, e a grande maioria das doenças da atualidade são provocadas pelos produtos de origem animal, vou especificar o leite.


Em primeiro, o leite de vaca que bebes ao pequeno almoço devia ser bebido pelo bezerro e não por ti, em segundo, o ser humano e qualquer outro ser, só precisa de leite no começo da sua vida, daí veres grande parte dos animais a beberem leite materno enquanto são crianças, depois da infância só vês o idiota do ser humano a fazê-lo e isso leva-nos ao último ponto, ninguém precisa de leite muito menos leite de vaca ou qualquer outro animal para “ter os ossos fortes”, só precisamos de leite na nossa infância da nossa mãe como já referi. Mas para além disso vamos ver as estatísticas, sabem quais são os 5 países que consomem mais leite? Os EUA, a Inglaterra, a Suécia, a Finlândia e a Noruega. E sabem quais são os países com maior taxa de osteoporose (perda da densidade óssea , ou seja, osso fracos)? Exatamente, os EUA, a Inglaterra, a Suécia, a Finlândia e a Noruega, queres mesmo voltar a insinuar que beber leite de vaca vai fortalecer os ossos?

Apresento a seguir a realidade das indústrias animais e o inferno que milhares de seres passam todos os dias, as imagens são chocantes e podem ferir sentimentos, peço que as observem com atenção e que reflitam. 



Se te mete confusão observá-las espero que saibas que o responsável por estas crueldades és tu! 


                                                                                                     

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Viver em sociedade





Os seres humanos não conseguem viver isoladamente. No decorrer das nossas vidas, vamos desenvolvendo uma série de habilidades para nos relacionar-mos com o mundo que nos cerca. Assim formamos a nossa personalidade, desenvolvemo-nos intelectualmente e aprendemos a viver com outras pessoas, das quais necessitamos para concretizar nossos projetos.

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Viver em sociedade é um desafio porque às vezes ficamos presos a determinadas normas que nos obrigam a seguir regras limitadoras do nosso ser ou do nosso não-ser. Desta forma somos conformistas.  


" Viver em sociedade requer instinto de formiga, presas de leão e habilidade camaleônica. "


A lição que Aristóteles nos proporciona é que viver coletivamente é a única oportunidade de sermos humanos. Existir politicamente é viver solidariamente com outros seres semelhantes. O isolamento significa a destruição de nossa humanidade. Quanto mais interagirmos mais humanos nos tornamos. 
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DITADORES DO NOSSO SÉCULO



Kim Jong-un, Coreia do Norte (no poder desde 2011 até o presente)

 Kim Jong-un deu continuidade à ditadura de seu pai, Kim Jong-il. O regime na Coreia do Norte continua sendo um dos mais repressores do mundo. A Coreia do Norte tem ocupado as últimas posições no ranking de direitos políticos e liberdades civis da Freedom House, uma organização sem fins lucrativos fundada em 1941 e sediada em Washington, D.C., capital dos Estados Unidos, com escritórios de trabalho em aproximadamente uma dúzia de países.
Os campos de prisioneiros possuem até 200 mil pessoas, incluindo opositores políticos e suas famílias, e até mesmo crianças, que são mantidas presas por “crimes” como a estocagem de alimentos e atividades “antissocialistas”.
De acordo com o Comitê de Direitos Humanos dos Estados Unidos, os prisioneiros são forçados a trabalhar em prisões ou campos de trabalho onde as mães são obrigadas a matar seus recém-nascidos e os prisioneiros são mantidos em pequenas gaiolas.
Embora seja difícil averiguar os números, dezenas de milhares morreram, silenciosamente ou não, nessas guaridas do mal.
Em um relatório elaborado em 2013 sobre os direitos humanos na Coreia do Norte, o Relator Especial das Nações Unidas, Marzuki Darusman, propôs que seja realizada uma investigação para documentar os crimes contra a humanidade cometidos pelo regime de Kim Jong-un. O relatório foi publicado em fevereiro de 2014 e recomenda que Kim Jong-un seja denunciado por crimes contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional.

Omar Al-Bashir, Sudão (no poder desde 1989 até o presente)

Seu exército tem rotineiramente bombardeado civis e torturado e massacrado pessoas não-árabes. A guerra civil de 20 anos custou a vida de 2 milhões de pessoas e arruinou outros 4 milhões.

Assim que Al-Bashir assumiu o poder no Sudão por meio de um golpe militar, ele imediatamente suspendeu a constituição, aboliu a legislatura e proibiu a formação de partidos políticos e sindicatos.
O Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado de prisão contra Al-Bashir por crimes de guerra e crimes contra a humanidade pelos massacres em Darfur no oeste do Sudão. O TPI acusou-o de “assassinar, exterminar, estuprar, torturar e transferir à força um grande número de civis e saquear seus bens”.

Bashar Al-Assad, Síria (no poder de 2000 até o presente)

Assad aprisionou, torturou e executou milhares de supostos adversários. Os prisioneiros, incluindo crianças, são eletrocutados, estuprados e suas unhas são arrancadas com alicates. Ele também foi acusado de usar armas químicas contra cidadãos não militantes.

Desde que assumiu o cargo no lugar de seu pai em 2000, Assad só contribuiu para o sofrimento de seu povo. Nos protestos maciços que aconteceram em todo o país desencadeados pela Primavera Árabe, a brutal repressão de Assad contra os manifestantes levou a nação a uma guerra civil que causou mais de 400 mil vítimas em 2017.
Em fevereiro de 2016, o chefe da Comissão de Inquérito da ONU sobre a Síria, Paulo Pinheiro, disse a repórteres: “A enorme escala de mortes de prisioneiros sugere que o governo da Síria é responsável por atos que equivalem ao extermínio como um crime contra a humanidade.”

DANI PINTO Nª6