segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Vivemos numa Aldeia Global!

Aldeia global é um termo fundado pelo filósofo canadense Herbert Marshall McLuhan. Ele tinha o objetivo de mostrar que as novas tecnologias electrónicas tendem a encurtar distâncias e o avanço tecnológico tende a reduzir todo o planeta à mesma organização que encontrar-se numa aldeia, ou seja um mundo em que todos estariam de alguma forma interligados.
Com o aparecimento da internet, uma pessoa, sem sair de casa, é capaz de conhecer o mundo, visitar países, cidades, e comunicar com pessoas que estão a milhares de quilómetros de distância.
As populações conectam-se umas com as outras, ocidentais e orientais partilham descobertas e as suas culturas distintas. Nem mesmo os países com mais restrições ao uso da internet, conseguem se manter isolados. Vivemos numa Aldeia Global.



Aspetos Positivos

A aldeia global facilitou a intercomunicação à distancia. A cada dia, os países veem avizinhando cada vez mais, face ao uso do telemóvel e da Internet é possível comunicar com amigos, familiares que estão em países diferenciados, por um tempo indeterminado e a baixo custo. Os midia sociais como o facebook, twitter, instagram entre outros permitem-nos conhecer pessoas novas e dialogar com elas diariamente. Os empresários podem fazer negócios mais facilmente, também comunicando por estas vias, havendo assim uma economia mais aberta entre os países. Estes pontos positivos revolucionaram a sociedade em termos de progressos sociológicos.



Aspetos Negativos

Esta evolução tecnológica, também trouxe pontos negativos, permitiu a aproximação dos países, contudo afastou as pessoas mais próximas, pois devido ao aparecimento destas tecnologias, passamos muito tempo á frente destes ecrãs e, nesse tempo poderíamos estar em diálogo com familiares ou amigos. Outro aspeto negativo é o numero de pessoas que usam a internet para a manipulação, ou seja, estes indivíduos usam as redes com fins de se esconderem para enganar, manipular e traficar, ou para negócios ilegais no mercado negro.

A Aldeia Global é uma realidade. Usá-la para o bem ou para o mal será uma escolha humana.

                                              Beatriz Ribeiro, nº1, 12ºD

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Salário igual para trabalho igual a partir de 2019?



De acordo com os dados mais recentes sobre os quadros de pessoal, relativos a 2016, os salários médios das mulheres são inferiores aos dos homens em 15,8%, o que significa que "a disparidade salarial em Portugal corresponde a uma perda de 58 dias de trabalho remunerado para as mulheres".

A lei que introduz medidas de promoção da igualdade remuneratória entre homens e mulheres por trabalho igual ou de igual valor foi nesta terça-feira publicada em Diário da República e entrará em vigor no final de fevereiro de 2019.

Com a nova lei, "para passar da igualdade de direitos à igualdade de facto", o Governo introduz "uma combinação de medidas de natureza informativa e de medidas que pugnam pela avaliação e correção das diferenças de teor discriminatório".

Independentemente da sua dimensão, passará a ser exigido às empresas que "assegurem uma política remuneratória transparente, com base em critérios objetivos". Os trabalhadores ou representantes sindicais "passam a poder solicitar à CITE a emissão de um parecer vinculativo sobre discriminação remuneratória em razão do sexo por trabalho igual ou de igual valor".

eco / salários iguais para trabalho igual

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Desigualdade de género na política portuguesa

Em 44 anos de democracia, 1733 governantes homens e apenas 167 mulheres. 


Números desequilibrados e que mostram bem a situação actual do país em relação à desigualdade de género no trabalho.





A proposta de lei do Governo que altera a Lei da Paridade (em vigor desde 2006) foi aprovada no Parlamento em Abril de 2018, mas permanece em discussão na especialidade, na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. As principais alterações consistem no aumento da quota mínima (de 33,3% para 40%) de representação de cada um dos sexos nas listas de candidatos às eleições (legislativas, europeias, autárquicas), na obrigatoriedade de que nas duas primeiras posições das listas sejam colocados candidatos de sexo diferente (aliás, as listas passarão a ser ordenadas, alternadamente, por um homem e uma mulher, ou vice-versa, na sua totalidade) e na aplicação da mesma quota mínima aos cargos dirigentes da administração pública.

Em 44 anos de democracia, seis governos provisórios e 21 governos constitucionais, exerceram funções 1.900 governantes (primeiros-ministros, ministros, secretários e subsecretários de Estado) no total, entre os quais se contam 1.733 homens (91,2%) e 167 mulheres (8,8%). Entre 1974 e 2002, as mulheres nunca conseguiram superar a barreira de 10% de representação nos sucessivos governos de Portugal. Nos seis governos provisórios ficaram abaixo de 2% e nos quatro primeiros governos constitucionais não chegaram aos 5% de representação.

Liderado por António Costa, o actual Governo é o mais paritário de sempre: desde que tomou posse, em 2015, já exerceram funções 57 homens (65,5%) e 30 mulheres (34,5%) no total. Ainda assim, não cumpriria a quota mínima de 40% estipulada na nova Lei da Paridade.



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Polémica das rastas de cabelo

A ministra da Cultura e da Democracia sueca, Amanda Lind tem sido alvo de críticas desde 2016 por usar um penteado "que não representa a Suécia". Este penteado era simplesmente rastas. Foi criticada por ser um tipo de penteado associado á comunidade africana. 

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Apesar de ter prendido o cabelo num coque para a foto oficial do novo Governo, as críticas dispararam: "Como ministra, não se representa a si mesma, mas à Suécia. E eu não acho que possamos usar tal penteado". Escreveu a política de direita Rebecca Weidmo Uve no Twitter.
Também não ajudou o facto de Amanda Lind ter admitido que já fumou cannabis - o consumo, quer recreativo quer para fins médicos, além do cultivo são ilegais na Suécia.

Amanda Lind justificou-se dizendo que a apropriação cultural é "um importante tópico de discussão", mas que ela usa o mesmo penteado há vinte anos e não pretende cortar o cabelo. No futuro, quer continuar " a mostrar respeito, mesmo para com aqueles que acham que é um erro" usar rastas, não sendo africana.
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Para terminar, podemos notar que o racismo em pleno século XXI ainda está bastante presente nos nossos dias. A nossa cultura define quem somos e não é pelo facto de termos uma cultura diferente que somos inferiores.

"A cultura está acima da diferença da condição social."